cultura
O expressionismo alemão
O expressionismo alemão foi um movimento artístico que surgiu no início do século XX, principalmente nas artes visuais e no cinema. Ele se desenvolveu em um contexto de instabilidade social, crise econômica e trauma coletivo provocado pela Primeira Guerra Mundial.
No cinema, o movimento ficou marcado pelo uso de cenários distorcidos, sombras exageradas, iluminação artificial e atuações estilizadas. A intenção não era representar a realidade de forma fiel, mas criar imagens que expressassem estados internos, como medo, angústia e alienação.
Filmes como O Gabinete do Dr. Caligari (1920), Nosferatu (1922) e Metrópolis (1927) são exemplos centrais do expressionismo alemão. As construções geométricas irregulares e os contrastes fortes de luz e sombra ajudavam a criar ambientes não realistas, com forte impacto visual.
Essas características também estavam presentes na pintura, no teatro e na cenografia. O corpo humano, os espaços urbanos e os objetos eram representados de forma deformada ou exagerada, rompendo com o naturalismo e com a ideia de representação objetiva.
O movimento perdeu força a partir da década de 1930, especialmente com a ascensão do regime nazista, que classificou o expressionismo como arte degenerada. Muitos artistas foram perseguidos, censurados ou forçados ao exílio.
O expressionismo alemão teve influência direta no cinema noir, no cinema de terror e em diversas produções posteriores que utilizam iluminação contrastada, cenários estilizados e distorção visual como recurso narrativo.