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Ótimo local e Ótimo global

Ótimo local e ótimo global aparecem em matemática, computação, essas coisas. Mas o que me chamou atenção foi como isso descreve bem decisões da vida comum, sem precisar adaptar muito.
Ótimo local é aquilo que parece a melhor escolha naquele momento. É o ponto que dá alívio, que resolve o agora, que faz sentir que algo andou. Ótimo global seria a melhor escolha olhando tudo de longe, considerando o caminho inteiro, não só o trecho atual.
Na prática, a gente quase nunca enxerga o caminho inteiro.
Na vida, isso vira uma obsessão estranha pelo ponto máximo. A melhor versão, o melhor resultado, o topo. Como se sempre houvesse um lugar mais alto que justificasse continuar subindo.
Só que muitas vezes o ponto “ideal” não é o máximo. É um ponto possível. Um ponto onde dá pra ficar sem estar sempre tensionando a próxima subida.
Já fiquei preso em ótimos locais achando que estava avançando. E já recusei caminhos melhores porque eles pareciam piorar as coisas no curto prazo. Em ambos os casos, a decisão fazia sentido naquele momento.
A dificuldade não é escolher errado.
É aceitar que nem toda escolha precisa levar ao máximo.
Às vezes, o melhor que dá pra fazer é escolher algo que funcione agora, sabendo que não é o melhor cenário possível, mas é o que cabe.